Tag Archives: Estatística

Excelente iniciativa…

Padrão

Primeiro núcleo nacional de estudantes de Estatística

Vai promover workshops, cursos, sessões nas escolas secundárias e acções científico-culturais

 

O Núcleo de Estudantes de Estatística acabou de nascer na Universidade do Minho (NEEUM) e é o primeiro no ensino superior nacional. Tem como objectivos divulgar a importância desta matéria nos mais diversos âmbitos, desenvolver esta área do saber na instituição bracarense, proporcionar uma maior interacção entre alunos e ex-alunos e, ainda, promover workshops, cursos, sessões nas escolas secundárias e acções científico-culturais.

“Os alunos, o cidadão comum e o mundo empresarial não sabem muito bem o que é a Estatística nem o que um técnico deste domínio pode fazer. Queremos por isso dar a conhecer este trabalho e dinamizar um conjunto de projectos, sobretudo no meio académico mas também na sociedade em geral”, refere a doutoranda Ana Moreira, da direcção do NEEUM.

No dia 6 de Janeiro realizou-se a actividade «Workshop de SAS (Statistical Analysis System)».  O SAS é um novo software estatístico utilizado em mais de 50 mil entidades privadas, públicas, governos e universidades de cerca de 130 países. Este workshop pretende que os alunos tomem conhecimento das capacidades do software, “que poderá ser utilizado num futuro emprego”.

O NEEUM foi criado a 17 de Novembro de 2011, está integrado na Associação Académica da UMinho e é constituído por alunos da licenciatura, mestrado e doutoramento em Estatística (inseridos no Departamento de Matemática e Aplicações da Escola de Ciências da UMinho).

O evento de estreia foi a 14 de Dezembro e designou-se 1º Encontro do NEEUM. Serviu para incentivar o intercâmbio de conhecimento entre alunos dos vários ciclos de formação, ouvir testemunhos de ex-alunos sobre a sua experiência no mercado laboral e no meio académico, expor trabalhos de investigação de (ex-)estudantes e apresentar a Secção de Jovens Estatísticos da Sociedade Portuguesa de Estatística, considerada a principal associação nacional de jovens estatísticos.

Fonte: Ciência Hoje (05-01-2012)
Anúncios

Portugal em Números – Actualidades do Instituto Nacional de Estatística

Padrão

Em 2009, Portugal manteve a tendência de envelhecimento demográfico

A evolução demográfica em 2009 caracteriza-se por um ligeiro crescimento da população residente em Portugal (10 463), para o qual foi essencial o saldo migratório positivo (+15 408 indivíduos) dado que o crescimento natural se apresentou negativo (-4 945). Em resultado destes movimentos, a população residente em Portugal, em 31 de Dezembro de 2009, foi estimada em 10 637 713 indivíduos.

Resumo dos indicadores demográficos

  • O acréscimo populacional estimado foi de 10 463 indivíduos, entre 2008 e 2009;
  • Esse acréscimo populacional resulta de um saldo migratório positivo de 15 408 indivíduos e um saldo natural de valor negativo de 4 945 indivíduos;
  • Em 2009, a taxa bruta de natalidade, foi de 9,4 nados vivos por cada mil habitantes;
  • O índice sintético de fecundidade, indicador que traduz o número médio de nados vivos por mulher em idade fecunda foi, em 2009, de 1,32 crianças por mulher;
  • Em 2009, a proporção de jovens (indivíduos dos 0 aos 14 anos de idade) decresceu para 15,2%;
  • Em 2009, a proporção da população idosa (indivíduos com 65 ou mais anos de idade) aumentou para 17,9%;
  • O índice de envelhecimento aumentou de cerca de 102 idosos por cada 100 jovens em 2000 para cerca de 118 idosos por cada 100 jovens em 2009;
  • Em termos regionais, o Algarve é a região com maior taxa de crescimento efectivo em contraste com as regiões Centro e Alentejo que perderam efectivos populacionais .

POPULAÇÃO PORTUGUESA

Em 31 de Dezembro de 2009 a população residente em Portugal foi estimada em 10 637 713 indivíduos, dos quais 5 148 203 homens e 5 489 510 mulheres.

Comparativamente com a população estimada para 2008, o acréscimo populacional foi de 10 463 indivíduos, valor que se traduz numa taxa de crescimento efectivo de 0,10% (0,09% em 2008). Para este acréscimo populacional concorreram um saldo migratório positivo de 15 408 indivíduos, que se reflecte na taxa de crescimento migratório de 0,14% (0,09% em 2008), a par com um saldo natural negativo de -4 945 indivíduos, de que resulta uma taxa de crescimento natural de -0,05% (0,00% em 2008).

Considerando os valores disponíveis para o período de 2000 a 2009, observa-se uma desaceleração da taxa de crescimento migratório entre 2002 e 2008, num contexto de taxas de crescimento natural tendencialmente mais reduzidas, ou mesmo negativas, como se verificou em 2007 e, de novo, em 2009. Da conjugação destes movimentos resultou um abrandamento da taxa de crescimento efectivo da população entre 2002 e 2008, tendência que se alterou em 2009, em que a taxa de crescimento efectivo da população apresentou um acréscimo face ao ano anterior, em resultado de uma taxa de crescimento migratório superior à do ano anterior, que mais do que compensou o valor negativo da taxa de crescimento natural .

Estimativas de População Residente e Indicadores Demográficos, Portugal, 2000-2009

TAXAS DE CRESCIMENTO NATURAL

A ocorrência de taxas de crescimento natural de valor negativo não é um facto exclusivo de Portugal. Na União Europeia, as estimativas do EUROSTAT apontam para que também Alemanha, Bulgária, Estónia, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia e Roménia registem, em 2009, taxas de crescimento natural negativas. Nestes países, esta situação tem-se verificado, com alguma regularidade, nos últimos anos.
O saldo natural de valor negativo (-4 945), em 2009, é consequência do número de nados-vivos de mães residentes em Portugal (99 491) ter sido inferior ao número de óbitos de residentes em Portugal (104 436).

Taxas de Crescimento Natural,migratório e efectivo (por cem habitantes), Portugal, 2000-2009

CARACTERIZAÇÃO DA NATALIDADE

Em 2009 verificou-se um decréscimo de cerca de 5% no número de nados-vivos de mães residentes em Portugal face ao ano anterior (99 491 em 2009 face a 104 594 em 2008), originando uma nova redução da taxa bruta de natalidade, que atinge os 9,4 nados vivos por cada mil habitantes (9,8‰ em 2008 e 11,7‰ em 2000). A taxa bruta de mortalidade manteve-se em 9,8 óbitos por mil habitantes, valor idêntico ao verificado em 2008 (10,3‰ em 2000).

Associado à redução do número de nascimentos, verificou-se nova queda do índice sintético de fecundidade, indicador que traduz o número médio de nados vivos por mulher em idade fecunda e que, em 2009, se situou em 1,32 crianças por mulher, face a 1,37 em 2008 e 1,56 em 2000.

Em relação à idade média das mulheres residentes em Portugal ao nascimento do primeiro filho e ao nascimento de um filho, observou-se um novo aumento em ambas, situando-se os valores para 2009 em 28,6 anos (28,4 anos em 2008 e 26,5 anos em 2000) e 30,3 anos (30,2 anos em 2008 e 28,6 anos em 2000), respectivamente.

ENVELHECIMENTO DEMOGRÁFICO

A evolução da natalidade e da mortalidade e os valores estimados do saldo migratório, implicam efeitos na dimensão da população mas também na estrutura etária. Em 2009, a proporção de jovens (indivíduos dos 0 aos 14 anos de idade) decresceu para 15,3% da população residente total (16,0% em 2000).
Também a proporção dos indivíduos em idade activa (indivíduos dos 15 aos 64 anos de idade) diminuiu para 66,9% (67,7% em 2000). Em sentido inverso, aumentou o peso relativo da população idosa (indivíduos com 65 ou mais anos de idade) para 17,9%. Em resultado destas alterações e para o mesmo intervalo de tempo, o índice de envelhecimento aumentou para cerca de 118 idosos por cada 100 jovens (102 em 2000) .

A análise comparativa das pirâmides etárias da população residente em Portugal em 31 de Dezembro de 2000 e de 2009 evidencia um duplo envelhecimento – representado pelo estreitamento da base e pelo alargamento do topo da pirâmide etária – decorrente, sobretudo, da redução da natalidade e do aumento da longevidade que se tem verificado em Portugal.

CARACTERIZAÇÃO REGIONAL 2000-2009

A nível regional, apenas as regiões Centro e Alentejo apresentaram, em 2009, um crescimento populacional negativo; todas as restantes registaram um crescimento efectivo positivo. Na região Norte, apesar de se observarem taxas de crescimento efectivo positivas ao longo de toda a década, estas têm vindo a decrescer em resultado do declínio quer do crescimento natural, quer do migratório.

região Centro, com taxas de crescimento natural negativas, apresentou em 2008 e 2009 um crescimento efectivo negativo, anos em que o crescimento migratório não foi suficiente para compensar o crescimento natural negativo. Entre 2000 e 2009, a região de Lisboa mantém taxas de crescimento efectivo positivas, suportadas por taxas de crescimento natural e migratório, também positivas.

Taxas de crescimento natural, migratório e efectivo (%), Portugal e NUTSII, 2000 - 2009

Na região Alentejo estima-se ter ocorrido uma perda de efectivos populacionais em 2003 e a partir de 2005, situação que decorre da conjugação de taxas de crescimento natural negativas com taxas de crescimento migratório positivas mas cada vez de menor dimensão, não conseguindo compensar os saldos naturais negativos.

região do Algarve registou as taxas de crescimento efectivo mais elevadas ao longo do período em análise, devido, sobretudo, a taxas de crescimento migratório muito superiores às registadas para o conjunto do país, que têm compensado os valores pouco significativos (negativos entre 2000 e 2003) do crescimento natural.

Região Autónoma dos Açores, que em 2000 apresentou uma taxa de crescimento efectivo negativo, por influência de um crescimento migratório de valor negativo não compensado pelo crescimento natural, registou desde 2001 taxas de crescimento efectivo positivas, suportadas por taxas de crescimento natural e migratório também positivas.

Região Autónoma da Madeira manteve taxas de crescimento efectivo positivas desde 2001; em 2009 essa taxa resulta essencialmente do crescimento migratório que superou o crescimento natural, pela primeira vez negativo desde 2000.

Fonte: ALEA

A Estatística é muito útil ;-)

Padrão

Como dizer ao meu pai que tive 8 a Matemática?

O teste de Estatística não correu muito bem, tive 8.

Como dar a notícia ao meu pai?

Bom também o resto das notas da turma não foram famosas. Somos 10 e os resultados foram catastróficos!

Reparem só. O géniozinho teve 19, é claro, mas não sendo ele houve um 10, quatro 9 e três 2. Bom a moda é 9 e a mediana é também 9, mas se calcular a média (8+19+10+4*9+3*2)/10=7,9. Direi então ao meu pai que mesmo assim estou acima da média.

Mais um 8. Mas desta vez as notas são: 2,3,4,5,7,8 (eu), 9,9,18 e 19 (o génio). Já calculei a média, mas desta vez é 8,4; estou abaixo da média; e a moda é 9. Felizmente só 4 colegas tiveram melhor nota que eu, e 5 tiveram nota pior que a minha. Direi então ao meu pai que estou acima da mediana.

Não tenho mesmo sorte nenhuma. Estou sempre no 8. Deve ser culpa do prof! Desta vez as questões eram tão difíceis que houve três 7! Os outros tiveram 19 (sempre o mesmo), 18, 12,11,10 e 2 (também sempre o mesmo). Já calculei a média mas é 10,1. Não tenho sorte, tenho menos. Desta vez há 5 colegas com nota melhor que a minha! Já não posso contar com a mediana!. Felizmente houve os três colegas do 7 e por isso a moda é 7.

Desta vez direi ao meu pai que estou acima da moda, e espero que ele não saiba as diferenças entre média, mediana e moda.

 

A turma do 8º Ano observada através da Estatística

Padrão

No final do segundo período os alunos da turma do 8º Ano desenvolveram um trabalho onde colocaram em prática os conteúdos leccionados nas aulas sobre Estatística (Organização e Tratamento de dados).

Este trabalho consistiu na elaboração de um inquérito, ao qual os alunos responderam e consequente organização e tratamento dos dados recolhidos através do Microsoft Excel.

Para todos os interessados aqui fica o trabalho final: Trabalho_Estatistica.

Estatística ajuda a determinar a autenticidade de obras de arte

Padrão

 

Investigação da equipa do Dartmouth College foi eficaz a reconhecer as obras de Bruegel

Um grupo de investigadores desenvolveu uma técnica estatística que pode ajudar os historiadores de arte e os cientistas a distinguirem as obras autênticas das imitações.

A equipa, dirigida por Daniel Rockmore, testou uma técnica denominada «codificação dispersa» para distinguir entre um conjunto de desenhos autênticos do pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho e outro conjunto de conhecidas imitações.

Os autores do estudo (do Dartmouth College, Hanover, EUA) começaram por utilizar a estatística para analisar e autenticar obras de arte, proporcionado dados quantificáveis e objectivos para examinar o estilo e outras dimensões perceptíveis. O estudo foi agora publicado na revista «Proceedings of the National Academy of Sciences».

 

O código utilizado distinguiu com sucesso as imagens originais das falsas. Provou também ser um método mais eficaz e fácil de utilizar do que outras técnicas estatísticas normalmente utilizadas para o mesmo fim.

O método exige um número suficiente de exemplares da obra de um artista bem como uma cuidadosa definição do objectivo da análise artística.

Além de poder ser usada para autenticação, a técnica pode providenciar informação detalhada acerca das subtilezas inerentes ao estilo do artista, informação essa que não é imediatamente perceptível.

Apesar do sucesso da investigação, os autores defendem que esta técnica não substitui os métodos utilizados tradicionalmente. É, sim, uma técnica suplementar.

Artigo: Quantification of artistic style through sparse coding analysis in the drawings of Pieter Bruegel the Elder

Fonte: Ciência Hoje