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A Matemática pela descoberta…

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“O melhor para aprender qualquer coisa é descobrir por si próprio. Deixe que os alunos aprendam adivinhando. Deixe que aprendam provando. Não desista, porém, do seu papel secreto – deixe os estudantes adivinharem antes de você contar – deixe que eles descubram por eles mesmos tanto quanto for possível.”

 Polya

Relação Escola-Família na aprendizagem da Matemática

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Num dos meus muitos passeios pelo mundo da Internet encontrei este artigo muito interessante sobre a relação escola-família na aprendizagem da Matemática. De facto, este tema é muito interessante e penso que nas pequenas actividades familiares do dia-a-dia se pode introduzir um pouco de Matemática de modo a mostrar às crianças que a Matemática não é uma disciplina desligada da realidade.

 

Artigo:

 

« O papel da família nas aprendizagens da Matemática dos seus educandos depende de vários factores, um dos quais é o modo como os familiares encaram a Matemática escolar, que provavelmente estará relacionado com o seu próprio processo de aprendizagem.
Como ultrapassar o fosso que existe entre a Matemática prescrita nos currículos actuais, principalmente do ensino básico, e a visão que provavelmente têm os pais (e outros familiares dos nossos alunos) da Matemática e da sua aprendizagem?

 

Como tirar partido da Matemática informal, praticada em família, para a Matemática da escola?

As relações entre a escola e a família são complexas, com realce para o facto de a Matemática que se aprende em casa e aquela que se aprende na escola se relacionarem de forma assimétrica, tendo a da escola um estatuto bastante mais elevado. No entanto, o conhecimento informal da Matemática, veiculado através da vida familiar, pode vir a ser um elemento facilitador para o conhecimento da escola (Margaret Brown, 2000).
Segundo a opinião de vários educadores matemáticos (por exemplo, Hancok, R., 1998), os pais precisam de ser informados dos progressos dos seus filhos e os professores serão melhores profissionais se ouvirem os pais.

 

Projectos para a família

Têm vindo a ser implementados, em vários países, projectos no âmbito da relação escola-família cuja finalidade é ajudar os pais no apoio que podem vir a dar aos seus filhos nas aprendizagens formais, nomeadamente na Matemática.
Como pode a família participar nas aprendizagens escolares dos alunos se a Matemática que os pais e os avós aprenderam no seu tempo “é tão diferente da de hoje”? Os jogos e brinquedos que compramos para os nossos filhos poderão “conter Matemática”? Serão úteis para que as nossas crianças sejam melhores alunos a Matemática?
Projectos como o projecto inglês IMPACT e trabalhos de investigação no âmbito da colaboração da família nas aprendizagens da Matemática têm revelado que o apoio familiar está relacionado com o sucesso dos alunos.
Não existem dúvidas relativamente à importância do suporte familiar no sucesso das aprendizagens das crianças, não sendo, no entanto, o estatuto social e económico da família que parece ser determinante, mas sim o ambiente em casa, que deverá ser favorável. As expectativas positivas dos pais e o envolvimento na educação da criança tanto na escola como na comunidade, o interesse pelo desenrolar dos acontecimentos, na sala de aula e na escola, são aspectos considerados fulcrais (Henderson, A. e Berla, N., 1994).

 

O que são os trabalhos de casa?

A ideia de que os trabalhos de casa de Matemática se limitam a exercícios de prática “rotinizando” procedimentos é muito generalizada, já que na sala de aula não há tempo para praticar o que seria desejável.
Mas há outras actividades que poderão fazer a ponte com actividades de sala de aula ou ainda como contributo para desenvolvimento de actividades mais globais (recolha de informação, resolução de problemas, estimativas, jogos, etc.).
Por exemplo, Clark, R. (1993) refere um estudo onde se concluiu que os bons alunos tendem a vir de famílias que mais se envolveram nos trabalhos de casa dos seus educandos. Mas alguns estudos mostram que os pais reconhecem precisar de apoio na forma de ajudar os seus filhos, considerando que os seus conhecimentos são desajustados (Epstein, J. 1991).
Os trabalhos de casa são por vezes fonte de grande preocupação para pais que, quando não conseguem eles mesmos ajudar os filhos nessas tarefas, se esforçam por arranjar alguém que ajude os filhos a levar os deveres feitos para a escola.

Parece, pois, que o simples facto de o aluno ter trabalhos para fazer em casa não quer dizer que aprenda mais e melhor. O tipo de actividades é fundamental, o apoio dado pelos familiares e pelos professores é importante. A oportunidade também. A sobrecarga de trabalhos para casa enviada pelos diversos professores (no 2.º ciclo, por exemplo) é tal que, muitas vezes, a tarefa dos TPC se transforma num pesadelo para pais e filhos.
É urgente que as escolas portuguesas definam políticas internas sobre este assunto, é necessário haver nas escolas uma atitude concertada, para que o trabalho
extra-escola dos nossos alunos resulte num benefício. »

Fonte: Manual Escolar 2.0 da Sebenta