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Actividade Matemática de Comunicação Escrita – Cilindro de Revolução. Círculo.

Padrão

Olá a todos!!!

No final do ano lectivo anterior, os alunos da turma do 6º Ano elaboraram alguns textos tendo como base o Cilindro de Revolução e o Círculo. O principal objectivo da actividade era que os alunos introduzissem os conceitos matemáticos aprendidos na sala de aula e os colocassem em prática na elaboração de uma composição.

O resultado foi verdadeiramente fascinante 😉

No que se segue podem ler dois textos que resultaram da simples inspiração dos alunos 🙂

Texto A:

A nave espacial aproximava – se de um planeta estranho, nunca antes visto, chamado Planeta Cilindro. Era um planeta com a forma de um cilindro de revolução, em que as bases eram círculos geometricamente iguais e paralelos e a sua superfície lateral era curva. Como era um planeta estranho, se o desmontássemos e fizéssemos a sua planificação obteríamos dois círculos e um rectângulo.

Durante a viagem o Guilherme e a Margarida encontraram um cilindro. Era um  cilindro invulgar pois dava para abrir, porém estava fechado com um loquete. Parecia guardar algo muito valioso.

Mal chegaram ao planeta, viram que os habitantes tinham a cabeça com a forma de uma esfera, com a circunferência bem delineada à sua volta. O corpo, as pernas e os braços tinham a forma de cilindros. O nariz e os olhos eram circunferências e a boca uma corda, que se unia de um ponto da circunferência a outro ponto da circunferência, mas sem passar pelo nariz. Contudo esta boca não tinha um sorriso, revelando infelicidade.

– Mas estes habitantes estão tristes! Porque será? – Perguntou o Guilherme à amiga.

– De facto não sei, mas estou desejosa de saber. – Respondeu a Margarida. – Vamos investigar…

No planeta Cilindro, quase tudo era cilíndrico, até as casas tinham a forma de cilindros. Raras eram as coisas que tinham outras formas como as portas e as janelas que tinham uma forma rectangular. A chaminé era também cilíndrica e no cimo tinha uma semicircunferência que girava ao sabor do vento.

– Aqui, é tudo muito estranho…- comentaram os amigos.

Este planeta tinha os seus movimentos parecidos com os da Terra, o movimento de rotação, em volta de si mesmo e que dava origem aos dias e às noites e por isso o dia também tinha 24 horas. No entanto, não fazia o movimento de translação à volta do Sol, e por isso não havia as 4 estações do ano, era sempre Primavera.

Repararam que a vida daqueles habitantes, era muito semelhante à vida dos habitantes do planeta Terra, embora as actividades estivessem adaptadas às suas características físicas. Mas tal como os segmentos de recta que têm um princípio e um fim, também eles nasciam e morriam. Os dois amigos prosseguiram o seu caminho em busca de uma resposta para o mistério.

Também se aperceberam de que eles gostavam muito de praticar desporto, pois

a sua forma cilíndrica não favorecia a elegância e por isso andavam muito a pé. Mas sempre que precisavam de andar de carro, era preciso muito cuidado pois quase tudo rolava naquele planeta!

– Como serão os seus automóveis? – Interrogou a Margarida insatisfeita por ainda não ter descoberto o motivo do aborrecimento dos habitantes.

Os automóveis daquele planeta, para não fugir à letra, também eram cilindros, de várias cores: verdes, azuis, vermelhos, brancos… E os pneus das bicicletas eram arcos, com raios de 13 cm e diâmetro de 26 cm. Os sinais de trânsito eram figuras planas, nomeadamente triângulo que significava perigo; quadrado, que significava obrigação e rectângulo que significava proibição. Nos semáforos, cujas bases também eram cilíndricas, estavam as três cores, dentro de semicírculos. As estradas estavam todas marcadas com segmentos de recta. Era tudo muito interessante mas continuavam sem encontrar a resposta para tanta tristeza.

A Margarida não conseguiu aguentar e logo que viu alguém, tentou descobrir o que tanto entristecia aqueles habitantes.

– Boa tarde!

– Muito boa tarde minha menina, é nova aqui, não é? – Perguntou a habitante muito simpática.

– Sou sim. Vim visitar este planeta, mas estou muito intrigada pois vejo todos os habitantes muito tristes.

– O que se passa? Parece que nem sabem sorrir! – Exclamou o Guilherme.

– Ainda não sabem? Pois então escutem com atenção: Há muitos muitos anos, foi escrita a história deste planeta num pergaminho. Esse pergaminho está guardado a sete chaves, num cilindro, juntamente com a porção mágica da felicidade.

– Onde está esse cilindro? – Perguntou a Margarida muito curiosa.

– Pois aí é que está o problema! Alguém resolveu brincar com o cilindro não sabendo o que continha. Até hoje, nunca mais apareceu. Até já colocámos anúncios no jornal “Cilindrão”, o jornal da cidade.

– Mas…- balbuciaram os dois amigos ao mesmo tempo – nós vimos um

cilindro durante a nossa viagem para aqui!

– A sério? Onde? Onde?

– Não se preocupe, nós vamos tentar encontrá-lo.

Entretanto, a notícia começou a espalhar-se pois foi tocado o sino da igreja e avisado nos altifalantes.

Passadas algumas horas, os dois amigos estavam de volta ao Planeta Cilindro e traziam com eles o tão desejado cilindro.

Os habitantes aproximaram-se dos dois amigos e o habitante mais idoso da aldeia trazia presa por um cadeado a chave do loquete. Mas só a chave, não chegava, era preciso saber o código para conseguir abrir o cilindro misterioso. Só conseguiria abrir o cilindro quem soubesse a fórmula para calcular o perímetro da base circular onde estava a fechadura. Foi então que o idoso pensou em silêncio e fez os seus cálculos:

– O perímetro de uma base circular é pi vezes o diâmetro.

Depois de ter feito os cálculos, introduziu a chave na ranhura, rodou o número de vezes que deu o resultado do seu cálculo e eis que a porta do cilindro se abriu.

Desta forma, a felicidade voltou de novo aos habitantes daquele planeta e os dois amigos foram nomeados benfeitores do reino, a quem foram erguidas duas estátuas. Mas como se tratava do Planeta Cilindro o corpo do Guilherme e o corpo da Margarida, tinham também a forma de um cilindro.

Denise Pinto – 6º Ano – C.I.C.

Ano Lectivo 2009 / 2010

 

Texto B:

Uma viagem pelo Universo

A nave espacial aproximava-se de um planeta estranho…A Matilde e o Rodrigo estavam amedrontados.

Quando a nave aterrou, os dois irmãos puderam verificar que acabavam de aterrar num planeta com forma de um cilindro.

Esse planeta tinha uma cor alaranjada e era enorme…

– O planeta é enorme Rodrigo! – Disse a Matilde.

-Tens razão, qual serão seu volume? Perguntou o Rodrigo.

– Segundo os meus conhecimentos matemáticos temos de utilizar 3,14 como valor de Pi e em seguida multiplicar o seu raio duas vezes. – Retorquiu a Matilde.

-Tens razão… – Afirmou o Rodrigo – Já não me lembrava das fórmulas… E se eu quisesse vedar o planeta… o que tinha de fazer?

-Em primeiro lugar terias de calcular o seu perímetro. Para isso tinhas de multiplicar 3,14 pelo seu diâmetro. – Respondeu a Matilde.

Recordando-se do que aprendera nas aulas o Rodrigo abanou a sua cabeça concordando com o que a sua irmã acabar de dizer.

Passado um pouco… com uma voz trémula e um rosto assustado o Rodrigo disse:

– Não me comas que eu sou muito novo…

Vendo isto a sua irmã afirmou:

– Calma eu não te vou comer…

-Não és tu! É aquele monstro! – Retorquiu o Rodrigo.

– Não é um monstro é um habitante deste planeta… chama-se semicírculo. – Disse a Matilde.

– Como é que sabes? – Questionou o Rodrigo.

– Li neste livro que comprei naquele quiosque, que por acaso tinha como vendedora uma circunferência muito simpática. Para além do mais usufrui dos meus conhecimentos matemáticos. – Assegurou a Matilde.

Com um ar destemido o Rodrigo sugeriu que fossem falar com o semicírculo.

– Olá nós somos os irmãos Matilde e Rodrigo e o senhor deve ser um semicírculo. – Disse a Matilde.

– Olá! Sim sou… – Respondeu aquele ser diferente mas fascinante. – De onde vieram?

– Viemos da Terra e a nossa nave aterrou aqui. – Retorquiu o Rodrigo.

– Interessante… Querem que vos faça uma visita guiada? – Perguntou o semicírculo.

– Seria agradável! – Retorquiram ambos.

E assim foi, os dois irmãos entraram para o carro do semicírculo, que por acaso tinha a forma de um rectângulo. Colocaram os cintos que eram arcos e partiram à descoberta de novas aventuras.

Fizeram uma paragem na casa do semicírculo e puderam verificar que a mesma era constituída por duas figuras planas, penso que eram quadrados, claro que tinham as medidas de todos os lados iguais.

À semelhança do planeta Terra aqueles habitantes também estudavam e trabalhavam. Os estudantes estavam a aprender que um rectângulo e dois círculo correspondem à planificação de um cilindro, quando o perímetro das bases é igual ao comprimento ou à largura do rectângulo. Os dois irmãos aprenderam ainda que nesse planeta a manhã tinha a duração de 16h e a noite a duração de 14h, sendo um dia constituído por 30h.

Fora um dia bem passado, apesar de tudo os dois irmãos tinham que voltar a casa.

Pela tardinha o semicírculo levou-os de novo à nave espacial.

Antes de partirem, Matilde e Rodrigo agradeceram ao seu guia turístico e ofereceram-lhe uma pulseira, com a forma de um círculo a simbolizar a amizade que sempre os iria unir.

De regresso a casa os dois irmãos relataram aos pais a sua aventura. À noite ambos sonharam com o seu dia e em especial com os conhecimentos que adquiriram e com o novo amigo que fizeram.

Ana Carolina Félix, 6º ano

Ano Lectivo 2009 / 2010

 

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O que eu aprendi sobre fracções (cont.)

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Texto F:

Falta ¼ de hora para eu acordar…

Chego à escola e tenho a disciplina de Matemática, aprendo fracções equivalentes, a leitura fracções, a simplificação de fracções, a fracção com quociente exacto de dois números inteiros, e de repente faço uma questão.

– Como se chama o número “em cima” da fracção?

A minha professora responde rapidamente:

– Celso! Já devias saber isso, chama-se numerador!

Eu fiquei corado e prometi que ia estudar.

Depois aprendi como calcular a fracção de uma quantidade, que por acaso percebi muito bem 😉

As aulas acabaram às cinco e 1/4, eu fui para casa e contei à minha mãe o meu dia completamente recheado de fracções.

Celso Bastos, nº 8, 6º A, C.I.C.

 

Texto G:

Gostei muito do que aprendi sobre fracções, principalmente quando resolvi problemas da vida real nas aulas, pois pude verificar para que servem.

Os conhecimentos que adquiri sobre fracções foram: as fracções podem ser impróprias ou próprias; equivalentes; irredutíveis ou não; decimais; podem-se adicionar ou subtrair, multiplicar ou dividir; em relação à adição as fracções verificam as propriedades comutativa, associativa e existência de elemento neutro e em relação à multiplicação as propriedades anteriores, a distributiva e a existência de elemento absorvente; potências; a fracção inversa de uma fracção; etc.

No dia-a-dia as fracções são utilizadas quando, por exemplo se divide um bolo ou uma pizza em partes, se resolvem problemas de heranças de casas ou terrenos, se escolhem produtos alimentares no supermercado tendo em conta o custo e o peso, etc.

Resolvi e resolvo bastantes problemas aplicando os conhecimentos sobre fracções. As actividades realizadas nas aulas foram interessantes. Como compreendi a matéria foi só aplicar o que aprendi e treinar. Por isso, não tive muitas dificuldades. Foi necessário estar sempre com muita atenção.

 Mário Pereira de Sousa, N.º20, 6º A, C.I.C.

 

O que eu aprendi sobre fracções (cont.)

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 Aqui fica mais um texto com base no tema “O que eu aprendi sobre fracções” realizado por um aluno da turma do 6º ano.

Deliciem-se 😉

Texto D

Eu acho que o capítulo e matéria mais longos foram o das fracções. Demos: os Termos de uma fracção; Fracções Impróprias; Fracções equivalentes; Princípio de equivalência de fracções; Simplificação de fracções; Fracção irredutível; Fracções decimais; Fracção de uma quantidade e Multiplicação de números representados por fracções.

A matéria toda, para mim, acho que foi fácil, não tive dificuldades e foi bastante interessante e divertida. Foi a matéria que mais gostei de aprender.

Fiquei a saber que quando uma fracção já não se pode reduzir mais é uma fracção irredutível, para multiplicar números representados por fracções multiplicam-se os numeradores e denominadores, uma fracção representa uma parte de um todo…

No nosso dia-a-dia usamos muitas vezes as fracções mesmo sem pensar nisso. Por exemplo: a minha mãe dá-me 5€ por semana, eu gasto 1/5 dessa quantia, em cada dia, para lanchar, ou seja, gasto 1€ por dia; eu vou para a escola às 8:30h e estou na escola até às 17h e 30, estou na escola 10h, isto é, 10/24 do meu dia são passados na escola; deito-me, em média, às 10h e levanto-me às 7h, portanto, passo 9/24 do meu dia a dormir; todos os dias bebo 1 garrafa de leite achocolatado que tem de capacidade 250ml, ou seja, 250/1000 l = 1/4 de l de leite chocolatado.

José Carlos Marques Paiva, nº 17, 6º A, C.I.C.

Texto E

O que adquiri primeiro nas fracções, foram os termos de fracção: numerador e denominador e as suas funções. O numerador indica, quantas partes se consideram da unidade. O denominador indica, o número de partes iguais em que se dividiu a unidade.

Depois aprendemos as fracções impróprias, que designam-se assim devido ao facto de o numerador ser maior do que o denominador. E também adquirimos com alguns problemas, sobre os vários tipos de fracções impróprias.

De seguida vimos, o que era um numeral misto fraccionário: multiplicar a unidade pelo denominador, e o resultado obtido adiciona-se ao numerador.

A seguir, aprendemos fracções equivalentes, isto é quando representam a mesma unidade, por exemplo: 2\4, 4\8, 6\12… Para obtermos a equivalência de fracção, era necessário dividir ou multiplicar os termos da fracção. Pelo mesmo número diferente de 0. Ex: 2\4 x 2 = 4\4 ou 4\8: 2 = 1\4.

Depois adquirimos a simplificação de fracções ou fracções irredutíveis: 8\16:2= 4\8:2= 2\4 (fracção irredutível).

De seguida, aprendemos as fracções decimais. Que o seu significado é que são fracções, cujo denominador era 10, 100, ou 1000… e também aprendemos que as fracções decimais se podem facilmente transformar num número decimal e vice-versa. Ex: 0,24= 24\100 ; 5\10= 0,5 …

Depois aprendemos: “A fracção como quociente exacto de 2 números inteiros” por exemplo: 1\4 = 1:4= 0,2 e 1\3= 1:3= 0,3333… No 1º caso as fracções, podem ser escritas em forma de número decimal ou inteiro, porém no 2º caso não é possível escrever em forma de número racional ou inteiro.

Após darmos a fracção como quociente exacto, revemos que os números inteiros e os números fraccionários, fazem parte dos números racionais.

A seguir aprendemos a “comparação de números racionais”: vimos 3 formas. Com o mesmo denominador, com o mesmo numerador e o numerador e denominador diferentes.

No 1º caso se a questão fosse qual a fracção maior, entre 6\7 e 8\, era a de 8\7. Se a questão fosse qual era a superior na mesma entre 1\2 e 1\3, era maior 1\3, se os numeradores e os denominadores fossem diferentes, tinha que se escrever as fracções com o mesmo denominador.

Depois, aprendemos (revemos) a adicionar e a subtrair fracções. Fizemos 3 problemas diferentes: No 1º, tinha que se adicionar fracções com o mesmo denominador. No 2º, tinha que se subtrair fracções, também com o mesmo denominador. Ou seja as adições e subtracções que demos foram as mais simples, porque só bastava somar as fracções com o mesmo denominador. Mas se tivéssemos que somar e subtrair fracções com o denominador diferentes, aí o caso complicava-se.  Nesse caso, tinha que se comparar as fracções, ou seja os denominadores de cada fracção, eram multiplicados. Ex: 1\2 e 2\3, para somar era necessário, neste caso multiplicar 2×3 e o 3×2. Após termos feito essa conta, o resultado obtido foi 6. Depois, faz-se, o mesmo que fizemos com os denominadores, mas muita atenção, não se multiplicam os numeradores. O que se faz, é 1×3 e 2×2, cujo resultado era: na 1ª, dava 3\6 e na 2ª, dava 4\6.

Aplicando, o que demos nas anteriores aulas, aprendemos as propriedades da adição, para os números racionais:

  • A 1ª propriedade, foi a propriedade comutativa, que quer dizer que se fizesse, por exemplo: 3\7+ 1\4 ou 1\4+ 3\7, dava o mesmo resultado, ou seja na propriedade comutativa, a soma não se altera quando se troca de parcelas.
  • A 2ª propriedade, foi a propriedade associativa, por exemplo: 1\3+(1\1+2\5) = (1\3+1\4) +2\5, ou seja a soma não se altera quando se associam as parcelas de maneira diferente.
  • A 3ª propriedade, foi a propriedade de existência de elemento neutro (o 0, é um elemento neutro).

Depois aprendemos uma fracção de quantidade, por exemplo, se queremos saber 2\5 de 10kg, fazemos: 2\5×10 = 2×10= 20:5= 4kg, ou seja multiplicam-se o numerador pela unidade, e o resultado, divide-se pelo denominador.

De seguida aprendemos multiplicação de números representados por fracções: 4\5×5\6 = 20\30, isto é multiplicam-se os numeradores pelos numeradores e os denominadores pelos denominadores.

Depois aprendemos a somar e a subtrair fracções com denominadores diferentes, ou seja tinha que se comparar a fracção, e o resultado obtido somava-se numeradores com numeradores e denominadores com denominadores.

A seguir, aprendemos as propriedades da multiplicação:

  • 1ª Comutativa (15\50×10\30 = 10\30×15\50)
  • 2º Associativa (3\5×5\2) x9\4 =3\5x (5\2×9\4)
  • 3ª Distributiva (2\4x (3\5X2\7), ou seja o 2\4, tinha que se multiplicar pelo 3\5 e pelo 2\7, por isso 2\4 distribui-se.
  • 4ª Existência de elemento neutro (2\5×1 = 2\5
  • 5ª Existência de elemento absorvente (2\3×0 = 0).

Também aprendemos o inverso de um número racional 2\3 ou 3\2 (inverso). Aprendemos a divisão de números racionais que se faz da seguinte maneira: 2\5:3\2= 2\5×2\3= 4\15. Ou seja a 1ª fracção mantém-se, a 2ª faz-se o inverso, e passa de ser uma divisão, para uma multiplicação.

Por fim aprendemos a resolver expressões numéricas. Para tal segue-se as seguintes regras:

  • 1º Fazem-se os parênteses, as potências.
  • 2º As multiplicações e divisões, pela ordem que aparecem.
  • 3º As somas e as subtracções, também pela ordem que aparecem.

Utilizamos fracções, por exemplo: são 2h e um quarto, ou seja isso é uma fracção 1\4, ou quando dizem 3\4 de hora.

Gostei de todas as actividades realizadas nas aulas, tive mais dificuldade nos problemas em que pediam fracções de quantidade e expressões numéricas.

Adriana Almeida, nº 1, 6º A, C.I.C.

 

 

O que eu aprendi sobre fracções…

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No final do capítulo sobre números racionais leccionado no 6º ano pedi aos alunos que escrevessem um texto sobre aquilo que tinham aprendido sobre fracções. O objectivo era que os alunos desenvolvessem um pouco mais a sua comunicação escrita em Matemática.

O resultado final foi bastante interessante 🙂 e será de certeza uma experiência a repetir…

Aqui ficam alguns textos que os alunos escreveram.

 

Texto A

Uma fracção representa uma parte de um todo. Representa-se por a/b em que a é o numerador e b o denominador. O denominador indica o número de partes iguais em que a unidade foi dividida e o numerador indica quantas partes do todo se pretende considerar/destacar. Juntos (a e b) são os termos da fracção.

No dia-a-dia também se utilizam fracções: por exemplo, quando temos uma pizza e pretendemos dividi-la, em quatro partes, cada um recebe 1/4, outro caso é quando temos 10€ e pretendemos dividi-los por 5 pessoas, cada um irá receber 1/5, ou seja, 2€.

Nas aulas realizamos vários exercícios sobre fracções, em que o objectivo era ler fracções, determinar fracções equivalentes, simplificá-las de forma a que fique uma fracção irredutível, fracções decimais, compará-las com outras, somar, subtrair multiplicar ou dividir, entre outros. Gostei muito dos exercícios resolvidos nas aulas, achei-os interessantes.

Eu não senti dificuldades no capítulo das fracções e acho que têm muita utilidade no nosso dia-a-dia. Eu aprendi mais facilmente a parte da leitura de fracções, simplificação de fracções e nas fracções de uma quantidade.

Pedro Teixeira, nº 22, 6ºA, C.I.C.

Texto B

Confesso que a matéria de fracções não foi a minha favorita mas para como todas as outras tive que estudar. Dentro deste capítulo demos vários conteúdos.

Em primeiro lugar demos multiplicação de números representados por fracções que consistia em multiplicar o numerador de uma fracção pelo numerador da outra e o denominador de uma pelo denominador da outra.

De seguida demos as Propriedades da multiplicação que eram: Propriedade comutativa que se baseava em trocar a ordem dos factores; Propriedade associativa que associava os factores; Propriedade distributiva da multiplicação relativamente à adição e à subtracção que consistia em distribuir os factores; Propriedade do elemento neutro que nos fornecia o conhecimento que qualquer número multiplicado por 1 é igual ao próprio número e a Propriedade de elemento absorvente que nos alertava que qualquer número multiplicado por zero é igual a zero.

Após o términos deste assunto demos potências. Uma potência é um produto de factores iguais.

Resolvemos vários problemas e actividades nas quais a presença de expressões numéricas nos facilitou a resolução.

Depois demos o inverso de um número racional. Dizemos assim que dois números são inversos um do outro se o produto for igual a 1.

De seguida demos a divisão de números racionais. Para dividir 2 números racionais, diferentes de zero, multiplica-se o dividendo pelo inverso do divisor. Para podermos mais facilmente resolver problemas demos as prioridades da multiplicação (e da divisão).

Por fim resolvemos problemas com números racionais presentes.

Apesar desta matéria não ser a minha favorita gostei do conteúdo das fracções de uma quantidade. As fracções de uma quantidade consistiam em multiplicar uma fracção por um determinado número tendo em conta os dados do problema, obtendo assim a quantidade de algo.

Sem nos apercebermos usamos fracções no nosso dia-a-dia. Por exemplo, entre outros casos, quando vamos a uma festa de aniversário costumamos partir o bolo de forma fraccionária.

Adquiri bastantes conhecimentos que me são úteis a mim e à sociedade. Senti mais dificuldade em associar as operações aos devidos problemas, mas com a prática tudo se resolveu.

Ana Carolina Félix, nº 3, 6ºA, C.I.C.

Texto C

 Nas aulas de Matemática aprendemos as fracções. O que a princípio parecia ser muito difícil tornou-se bastante acessível quer pelas repetidas explicações que a professora nos dava, quer pelos exemplos práticos do dia-a-dia. Tudo se tornou muito mais fácil. Foi por aí, pelos exemplos práticos, que a professora começou por nos explicar que as fracções são muito comuns no nosso dia-a-dia, mesmo quando por exemplo estamos a comer um simples chocolate. Era a partir dos exemplos que conseguíamos chegar às conclusões.  

Aprendemos que uma fracção representa uma parte de um todo (unidade) e que o numerador e o denominador correspondem aos termos de uma fracção sendo que o numerador indica quantas partes se consideram da unidade e o denominador indica o número de partes iguais em que se divide a unidade. Quando o numerador é maior ou igual ao denominador, as fracções chamam-se impróprias:

  • Quando o numerador é igual ao denominador a fracção representa o número 1.
  • Quando o numerador é menor que o denominador a fracção representa um número menor que 1.
  • Quando o numerador é maior que o denominador a fracção representa um número maior que um.

Aprendemos ainda a passagem de um numeral misto fraccionário para uma fracção e fracções equivalentes. Dizemos que duas fracções são equivalentes quando representam a mesma quantidade. Multiplicam-se ou dividem-se ambos os termos pelo mesmo número diferente de zero, para se obter uma fracção equivalente.

Aprendemos a simplificar fracções, tornando-as irredutíveis, ou seja cujos termos sejam menores.

Quando o denominador é igual a 10, 100 ou 1000, temos uma fracção decimal.

Há fracções que podem ser escritas na forma de número decimal ou inteiro e ainda há fracções em que não é possível escrevê-las na forma de número decimal ou número inteiro.

Todos os números que podem ser escritos sob a forma de fracção, chamam-se de números racionais, estes podem ainda ser números inteiros ou números fraccionários. Aprendemos depois a comparar, a adicionar e a subtrair números racionais. Para somarmos os números racionais tivemos de aprender as propriedades da adição: comutativa, associativa e existência de elemento neutro (0). Aprendemos a calcular fracção de uma quantidade.

Para resolver a multiplicação de números representados por fracções, multiplicam-se os numeradores e os denominadores, aplicando as propriedades da multiplicação: comutativa, associativa, distributiva, existência de elemento neutro, existência do elemento absorvente.

A princípio achei engraçada a representação da potência de um número racional. Percebi então que uma potência é um produto de factores iguais.

Mas logo depois aprendi que dois números são inversos, quando o seu produto é um. Não me posso esquecer que o zero não tem inverso, pois ele é um elemento absorvente na multiplicação.

Terminámos o estudo deste tema, com a divisão de números racionais. Multiplicam-se o dividendo pelo inverso do divisor, para dividir números representados por fracções.

Gostei de realizar os exercícios propostos no livro e as actividades propostas pela professora na sala de aula. Depois de se perceber dá gosto resolver os exercícios e com a representação geométrica da fracção compreende-se muito melhor os problemas. Agora para mim é mais fácil resolver situações e problemas do dia-a-dia, recorrendo a tudo aquilo que aprendi sobre as fracções.

Denise Pinto, nº13, 6ºA,C.I.C.