Monthly Archives: Fevereiro 2012

É urgente fazer algo…

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Pais portugueses subestimam insucesso escolar dos filhos

Em mais de 30 anos de experiência profissional Maria Amélia Dias Martins conseguiu formar uma espécie de cronologia do insucesso escolar

O aumento da escolaridade obrigatória, o crescente número de alunos por turma, o reduzido tempo das famílias para acompanhar as crianças e a alteração dos valores da sociedade perante a escola, levaram a um aumento de casos de insucesso escolar nos últimos anos, e em crianças cada vez mais jovens.

A conclusão é de Maria Amélia Dias Martins, professora de Ensino Educação Especial e especialista em psicopedagogia especial, no âmbito de um estudo realizado durante a sua tese de doutoramento, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

O trabalho refere que os pais procuram ajuda profissional para os problemas dos seus filhos, muitas vezes, no terceiro período escolar, ou seja, tarde de mais. “No entanto, quanto mais cedo se proceder a uma intervenção psicológica, melhores são os resultados para as crianças”, conclui.

Em mais de 30 anos de experiência profissional, Maria Amélia Dias Martins conseguiu formar uma espécie de cronologia do insucesso escolar: “Nas avaliações intercalares do primeiro período, alguns pais repreendem oralmente e outros pagam explicações; no fim, castigam; no início do segundo período, ameaçam com mais punições e repressões; nas reuniões intercalares, começam a ficar preocupados e a tentar perceber o que está a acontecer, e o que hão-de fazer e, no final desse período, surge uma avalanche de pais aflitos, à procura de milagres junto dos médicos e psicólogos. Nesta altura, os pais procuram os profissionais especializados, ávidos de saber o que impede os filhos de ter boas notas”.

De acordo com a docente, quando os pais não procuram ajuda atempadamente, as crianças podem apresentar sinais de ansiedade ou depressivos, tais como com especial incidência perturbações do sono, perda de apetite, dores sem causa física aparente (cabeça e barriga), tristeza e/ou isolamento; aumento da desmotivação escolar; aumento de problemas comportamentais.

Para Maria Amélia Dias Martins, um dos erros frequentes dos educadores é rotular estes jovens de desinteressados e preguiçosos. “Amiúde, pais e professores afirmam que o aluno não realiza as tarefas escolares, não tem boas notas ou não está atento, porque não quer estudar, porque não se interessa. Por isso as crianças são, frequentemente, castigadas”, explica.

A especialista defende que “todas as crianças querem ter sucesso e todas desejam fazer boa figura perante os pais, professores e colegas”. Quando tal não acontece, é porque algo se está a passar e precisa de ser avaliada e, se tal se justificar, de ser tratada. Se o apoio for iniciado aos primeiros sinais de dificuldade, os danos serão muito menores e mais facilmente e rapidamente se consegue colocar a criança no nível académico necessário. Quanto mais tarde for iniciada a intervenção mais grave irá ser o insucesso.

Fonte: Ciência Hoje (2012-02-17)
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Fazer puzzles na infância desenvolve capacidades matemáticas

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Fazer puzzles na infância desenvolve capacidades matemáticas

Pais tendem a interagir mais com os filhos do que com as filhas na realização desta tarefa

Crianças entre os 2 e os 4 anos que brincam com puzzles desenvolvem melhor as competências espaciais. Esta é a conclusão de um estudo levado a cabo por investigadores da Universidade de Chicago (EUA).

Analisando vídeos de pais a interagir com os seus filhos durante as actividades quotidianas caseiras, os investigadores perceberam que as crianças, entre os 26 e os 46 meses, que brincaram com puzzles tinham melhores aptidões de visualização espacial quando chegaram aos 54 meses. O estudo está publicado na«Developmental Science».

A psicóloga Susan Levine, especialista em desenvolvimento matemático nas crianças e autora principal do estudo, afirma que estas “têm um desempenho melhor das que não brincaram com puzzles, em tarefas que põe à prova a sua habilidade de transformar formas”.

A capacidade mental de transformar formas é um importante para prever futuras carreiras nas ‘STEM’ (Science, Technology, Engineering and Mathematics), ou seja, nas áreas das Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática.

O estudo é o primeiro que analisa os puzzles num cenário não forçado. Nesta investigação de longa duração foram analisados 53 pares de pais de diferentes meios sócio-económicos. A estes foi pedido que interagissem com os seus filhos de forma natural em sessões de 90 minutos que aconteciam de quatro em quatro meses e que foram registadas em vídeo.

Os pais com rendimentos mais elevados promoviam este tipo de jogo com mais frequência. Tanto os meninos como as meninas que brincaram com puzzles desenvolveram mais as habilidades espaciais.

No entanto, aos meninos eram dados puzzles mais complicados e os pais tendiam a interagir mais com os eles quando estes brincavam, abordando até conceitos de espaço, do que com as raparigas. Aos 54 meses, os meninos tinham melhor desempenho em tarefas de ‘transformação mental’ do que as meninas.

A psicóloga considera ser necessário realizar estudos que completem estes dados. “É necessário perceber se os conceitos fornecidos pelos pais se reflectem efectivamente no desenvolvimento das capacidades. Também queríamos perceber a diferença no que concerne à dificuldade dos puzzles e à interacção dos pais em relação ao sexo da criança.

Neste momento, os investigadores estão a conduzir um estudo em laboratório em que os pais têm de brincar com os mesmos puzzles com meninos e meninas. “Queremos perceber se os pais dão os mesmos ‘inputs’ a meninos e meninas quando os puzzles têm o mesmo grau de dificuldade”.

A diferença da interacção dos pais com as crianças em conformidade com o sexo pode estar relacionada com o estereótipo de que os rapazes têm mais aptidões de visualização espacial.

Artigo: Early Puzzle Play: A Predictor of Preschoolers’ Spatial Transformation Skill

Fonte: Ciência Hoje (2012-02-16)

Frisos e Rosáceas

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Olá!!!

Aqui ficam algumas fotografias dos trabalhos realizados pelos alunos da turma do 6º Ano, no âmbito do tema “Frisos e Rosáceas”.

De tesoura numa mão e uma simples folha de papel na outra os alunos deliciaram-se a construir frisos e rosáceas…

Os trabalhos finais ficaram interessantes e permitiram aos alunos estudar de uma forma diferente os frisos e as rosáceas 😉

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