“Ser-se moderno é gostar de Matemática”

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Gulbenkian apresenta Ciclo de Conferências  sobre os encantos da ciência dos números.

Dez anos após o Ano Internacional da Matemática, a Fundação Calouste Gulbenkian vai analisar o ponto da situação da ciência dos números em Portugal.

João Caraça, director do serviço de Ciência da Gulbenkian, garante ao Ciência Hoje que “a Matemática está entrosada na nossa sociedade” e mais à frente acrescenta que “uma sociedade que não gosta de Matemática é antiga”.

Ouvir falar na disciplina que nos obrigava a cantarolar a tabuada pode não ser à partida uma boa notícia para alguns. No entanto, observar conchas e búzios, decifrar códigos de sociedades secretas ou dar um passeio por Lisboa podem já parecer actividades mais estimulantes.

É exactamente isto que a Gulbenkian se propõe a fazer no Ciclo de Conferências «A Matemática e os seus encantos», que começa já na próxima quarta-feira, 21 de Abril, às 18h00. Jorge Picado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, abre o ciclo com «A Beleza Matemática das Conchas Marítimas».

António Machiavelo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto vai desvendar «A Matemática nas Comunicações Confidenciais» a 19 de Maio e a 23 de Junho cabe a Ana Cannas da Silva, do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, levar o público a observar Lisboa segundo a «Simetria Passo a Passo».

Os títulos apelativos mostram o interesse em cativar o público mais jovem, nomeadamente do secundário e terceiro ciclo básico.

Contudo o debate é aberto a todos − desde cientistas e investigadores a autodidactas ou curiosos. Por isto, João Caraça afirma que estas conferências “são um desafio para os cientistas: o conteúdo tem de ser interessante tanto para os colegas investigadores como para o público geral”.

O desafio de um puzzel

Para o director de Ciência da Gulbenkian “ainda há vozes, mas cada vez mais envergonhadas, que dizem que não gostam de Matemática”, mas contesta de seguida: “Quem não gosta de um puzzel? Quando se resolve é um prazer que nunca mais se esquece”.

É este lado entusiasmante da ciência que se pretende mostrar nas quartas-feiras de debate.

A Gulbenkian lança ainda, anualmente, o programa «Novos Talentos em Matemática», que permite aos estudantes do ensino superior relacionarem-se desde cedo com os investigadores e os desafios da ciência.

Galileu e a Natureza

Já Galileu afirmava: “A Natureza é como se fosse um livro escrito em linguagem matemática”.

João Caraça pega na deixa para nos explicar a relação intrínseca dos humanos com a ciência. “A nossa ligação ao mundo é feita através da Natureza, nós compreendemo-la e transformamo-la e por isso não podemos deixar de perceber os seus padrões”, explica.

O investigador continua o raciocínio, afirmando que “somos o que sabemos”, mesmo socialmente, “temos de ser cidadãos a cem por cento e enfrentar com gosto as certezas e desafios que a ciência nos oferece”, e conclui com uma certeza: “Ser-se moderno é gostar de Matemática”.

Fonte: Ciência Hoje

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