Poesia Matemática II :-)

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O Metro

Nos tempos de antigamente
como faria a gente
para medir comprimentos?
Não havia réguas, fitas,
mas outras coisas catitas
em vez desses instrumentos.

 

Palmo a palmo se media
pois sempre à mão se trazia
a unidade exigida;
Mas a braça e a polegada
e mesmo o dia de jornada
tinham usança repetida.

E descalçando o chinelo
até o era belo
para fazer medições.
Milhas, jardas, coisas estranhas,
pequeninas ou tamanhas
eram mil as invenções.

Também se media em varas
e unidades mais raras
com o tiro de arco e seta
eram usadas por aí fora
mas não como é agora —
a história era um tanto preta.

Se a mesma coisa mediam
as gentes não se entendiam
e as razões são evidentes:
Como não eram iguais,
as unidades naturais
davam medidas diferentes.

P’ra acabar com a confusão
fez-se uma grande união
à volta de uma unidade
que serviu p’ra toda a gente,
vinda do frio e do quente,
pois é una a Humanidade.

Foi há uns duzentos anos
que uns sábios bem bacanos
tudo visto e discutido,
inventaram um comprimento
que não mais teria aumento:
O METRO tinha nascido.

António Crespo Moreira

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