RSS

Aquivos por Autor: Cátia Osório

Sobre Cátia Osório

- Licenciada em Matemática, Ramo de Formação Educacional, pela Universidade de Coimbra. - Pós - Graduação em Ensino da Matemática, pela Universidade de Trás - os - Montes e Alto - Douro, Vila Real. - E - formadora da plataforma Moodle

Estudante de 16 anos resolve problema matemático com 350 anos

Shouryya Ray encontrou solução para duas teorias da dinâmica das partículas

Um adolescente de 16 anos conseguiu resolver um enigma matemático proposto por Isaac Newton há mais de 300 anos. Shouryya Ray, estudante de indiano que estuda numa escola secundária em Dresden, Alemanha, supreendeu a comunidade científica, com a resolução da duas teorias dinâmicas de partículas que até agora os físicos só conseguiam calcular de forma aproximada.

Graças às suas equações, poderá calcular-se com exactidão a trajectória de um projéctil afectado pela gravidade e pela resistência do ar (o problema proposto pelo físico inglês) e também prever como vai bater e fazer ricochete numa parede.

Shouryya Ray emigrou de Calcutá há quatro anos sem saber falar alemão. Os seus professores aperceberam-se em pouco tempo de que possuía uma inteligência muito acima do normal e permitiram que saltasse dois ano para o nível adequado às suas capacidades.

O pai de Ray, engenheiro, desafiou o seu filho desde tenra idade a resolver problemas aritméticos . Este ‘treino’ fez com que, mesmo antes dos 10 anos de idade, fosse capaz de resolver equações complexas.

O jovem descobriu os problemas propostos por Newton durante uma visita de estudo à Universidade de Dresden, onde os professores explicaram que os enigmas era irresolúveis.

Ofereceram dados experimentais com os quais seria possível analisar a trajectória de lançamento de uma bola. Os métodos existentes para a resolução eram aproximações. Ray decidiu, então, “por curiosidade e ingenuidade de estudante”, confessou ao jornal inglês «Sunday Times», procurar uma solução definitiva.“Não podia acreditar que não existia uma solução. Então pensei, porque não tentar?”.

Shouryya Ray

Fonte: Ciência Hoje (2012-05-29
 

Campanha “Papel por alimentos”

Campanha “Papel por alimentos”

No âmbito do desenvolvimento do tema do Projeto Educativo do Colégio da Imaculada Conceição, para o triénio 2011-2014, “Caminho do conhecimento aliado à solidariedade e ao voluntariado”, os alunos do 3º ciclo, decidiram embarcar numa das campanhas a nível nacional do Banco Alimentar contra a fome, que se intitula “Papel por alimentos”. Esta campanha de sensabilização tem contornos ambientais e de solidariedade e pretende ajudar a angariação de alimentos em troca de papel usado, alertando para a importância de cada pessoa na sociedade e tem por objetivo recuperar e reutilizar bens que à partida parecem não ter valor, nomeadamente, jornais, revistas, fotocópias, rascunhos, impressos (publicidade), cadernos, folhetos, envelopes, papel de fax, papeís timbrados e arquivos mortos. Por cada tonelada de papel recolhido, o Banco Alimentar recebe o equivalente a 100 €  em alimentos.

O seu papel é essencial na luta contra a fome e ajuda a alimentar pessoas comprovadamente carenciadas. Poderá depositar o seu papel em contentores devidamente sinalizados para o efeito e que se encontram no Colégio da Imaculada Conceição e nos supermercados E.Leclerc, em Lamego, entre os dias 14 de maio e 30 de junho.

Pequenos passos solidários originam grandes gestos voluntários, por isso a contribuição de todos é fundamental para o sucesso desta campanha.

Os alunos do 3º ciclo do C.I.C.

 
Leave a comment

Publicado por em 16/05/2012 in Educação

 

Tags:

Teste Intermédio de Matemática – 9º ano – Maio de 2012

Olá a todos!

Aqui fica o enunciado do Teste Intermédio de Matemática do 9º ano realizado no passado dia 10 de Maio e os respectivos critérios de classificação.

Enunciado V1

Critérios de Classificação V1

Comecem já o trabalho sério, pois este ano parece não estar fácil ;-)

 

Tags:

Matemática é a solução para resolver problemas na indústria

86ª edição do Grupos de Estudos Europeus de Matemática decorre no ISEP

50 matemáticos resolvem problemas de empresas.

Um grupo de trabalho de 50 investigadores, docentes e estudantes de doutoramento com conhecimentos sólidos na área da matemática, doInstituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), propõe-se a solucionar problemas na indústria, sejam estes na área financeira, manutenção ou operacionais, seleccionando cinco empresas portuguesas – TAP, Sonae Indústria, INESC, Euroresinas e Neoturf –, recorrendo a esta ciência. A iniciativa teve início hoje, onde foram apresentadas as questões a resolver e as possíveis soluções serão apresentadas na próxima sexta-feira.

Esta é já a 86ª edição dos Grupos de Estudos Europeus de Matemática com a Indústria (ESGIs), organizada pelo Laboratório de Engenharia Matemática (LEMA) do ISEP), em colaboração com outros centros de investigação do país.

Segundo Manuel Cruz, docente do ISEP especializado em Matemática Aplicada, disse ao jornal «Ciência Hoje», os cinco problemas são remetidos a cinco grupos que tentarão encontrar um caminho para a solução, até ao final da semana. “Oferecemos uma investigação exploratória, uma via para a resolução e se possível solucionamos o problema”; no entanto, “não podemos esquecer que estas empresas – como é o caso da TAP – têm toda uma equipa de engenheiros e outros especialistas dedicada a estas situações e apenas nos remetem aquilo que não conseguem descobrir”. Portanto, “tratam-se de problemas bastante complexos”, sublinhou.

A TAP pediu uma alternativa para o seu problema de eficiência, no que toca a reparação de motores de aviões, em que tem de desmontar centenas de peças. A intenção “é optimizar tarefas”, desvelando através de algoritmo, “que motores e peças a reparar e por que ordem”. O problema é transformado em variáveis que levam a um algoritmo que, por sua vez, virá optimizar o tempo de reparação.

Ciência transversal

Manuel Cruz salientou que “o objectivo desta iniciativa pretende dar a conhecer o valor da matemática e mostrar que tem muita utilidade na resolução de problemas ligados à indústria”. E acrescentou: “É uma ciência transversal e pode solucionar questões em diferentes áreas: biologia, aeronáutica, entre outras”. No ano anterior, a equipa resolveu um problema num jardim zoológico sobre a nidificação de pinguins em cativeiro, por exemplo.

Estes grupos de trabalho, que tiveram origem no Reino Unido na década de 60 do século passado e que se têm realizado anualmente no nosso país desde 2007, são uma oportunidade única para as empresas poderem contar com a academia para a modelação e resolução de situações prementes para as suas organizações.

Fonte: Ciência Hoje (2012-05-07)


 

Tags:

Colónias de formigas ajudam a resolver problemas

Investigadores do ISEC criam solução informática
que ajusta métodos de optimização

Francisco Baptista Pereira e Jorge Tavares, do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra, inspiraram-se em formigas para desenvolver uma solução informática capaz de recriar e adaptar métodos de otimização capazes de dar resposta a problemas que surgem em situações reais.

“As formigas conseguem, de uma forma extremamente eficiente, encontrar trajectos que liguem dois pontos. Se pegarmos nessa ideia e a transpusermos para a área de optimização, conseguimos criar técnicas que resolvem problemas que implicam também encontrar trajectos mais curtos”, afirma Francisco Baptista Pereira ao Ciência Hoje.

Estes métodos de otimização, baseados em colónias de formigas, foram criados por um investigador italiano, Marco Dorigo, na década de 1990.

O que os investigadores agora propõem “é uma ferramenta computacional que diante um problema específico pega nas propostas existentes de algoritmos baseados em formigas e, de uma forma completamente automática, os ajusta ao problema concreto”. Assim, “liberta-se a pessoa que quer resolver um problema da necessidade de recorrer a um especialista para obter métodos de optimização que sejam eficazes”, explica Francisco Baptista Pereira.

Segundo o também docente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, há muitas aplicações práticas para as técnicas de otimização. “Isto aplica-se ao controlo de tráfego na Internet mas também para gerar um conjunto de rotas para uma empresa de distribuição”, exemplifica.

Apesar de ainda estar em fase de testes para melhorar a autonomia e robustez, a solução proposta pelos investigadores do ISEC recebeu este mês uma distinção para o melhor artigo científico apresentado na conferência EuroGP-2012, encontro mundial de topo na área da Programação Genética.

Os próximos passos incluem “continuar o desenvolvimento do protótipo e tentar aplicá-lo a diferentes problemas”, avança Francisco Pereira.

De acordo com o responsável, a maior parte dos problemas de optimização reais vão-se modificando ao longo do tempo e nestas situações em concreto é importante existir uma técnica que se vá ajustando às modificações do problema.

“A ferramenta que desenvolvemos, pelo facto de ser completamente automática a forma pela qual se vai ajustando ao problema, é especialmente indicada para situações dinâmicas”, realça.

Fonte: Ciência Hoje (2012-04-30)
 
Leave a comment

Publicado por em 02/05/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

25 de Abril e a Matemática

Olá a todos!!!

Hoje é dia 25 de Abril e comemora-se um dia muito importante para a nossa história…

Em 1974, faz hoje precisamente 38 anos, ocorreu uma revolução em Portugal que nos permitiu viver num país livre, mas isso todos vocês já sabem ou, pelo menos, deviam saber ;-)

O que deixo aqui hoje no “Fascínio pela Matemática” é uma breve referência ao facto desta revolução também ter influenciado de alguma maneira os matemáticos portugueses e o desenvolvimento desta disciplina no nosso país.

O regime fascista não gostava da Matemática (como não gostava de tantas coisa como a liberdade, a igualdade, a cultura, a ciência e o conhecimento).
Existem imensos matemáticos que Salazar expulsou, prendeu, torturou, … A lista é interminável…

Vejamos alguns:

BENTO DE JESUS CARAÇA (1901- 1948)

Professor do ISCEF, ascende com apenas 29 anos à cátedra de Matemáticas Superiores. Publica vários livros de Matemática entre eles os “Conceitos Fundamentais da Matemática”. Funda a “Biblioteca Cosmos” que edita, a preços populares, importantes obras de divulgação científica e cultural. Em 1946 é expulso da Cátedra e impedido de leccionar.

RUY LUÍS GOMES (1905- 1944)

Foi professor da Universidade do Porto, tendo ficado Catedrático com 33 anos. Funda o Centro de Estudos Matemáticos e criou o Observatório Astronómico do Monte da Virgem. Foi director do Gabinete de Astronomia, tendo promovido a instalação de um observatório astronómico escolar no Monte da Virgem. Foi preso por delito de opinião várias vezes tendo em 1947 sido demitido, Em 1951 foi candidato à Presidência da República mas a sua candidatura foi reprovada por Salazar ( a única reprovação que ele teve em toda a vida, como dizia, com humor). Em 1957 é preso de novo e em 1958 vai exilado para a Argentina, indo mais tarde leccionar para Pernambuco, no Brasil. Regressou a Portugal em 1974 tendo assumido as funções de Reitor da Universidade do Porto.

JOSÉ MORGADO (1921-2003)

Foi assistente, a partir de 1945, do Instituto Superior de Agronomia, mas em 1947, por razões políticas, foi destituído das suas funções. A partir de 1960 foi contratado como professor da Universidade de Pernambuco onde desenvolveu importante actividade, e onde permaneceu até 1974, altura em que ingressou na Universidade do Porto. Publicou mais de uma centena de trabalhos nas áreas de Álgebra e História da Matemática.

EMÍDIO GUERREIRO (1899-2005)

Licenciou-se em Matemática e foi um grande opositor à ditadura. Depois de ter estado preso exila-se em Paris onde lecciona na Universidade de Paris.

SANTOS SIMÕES (1923-2004)

Além de professor de Matemática, em Guimarães foi também um dinamizador cultural de diversas associações. Preso pela PIDE em 1968 foi impedido de continuar a ensinar só tendo sido readmitido após o 25 de Abril.

MANUEL ZALUAR NUNES (1907-1967)

Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa da Matemática e como tantos outros foi expulso do ensino em Portugal e fez a sua carreira na Universidade de Pernambuco, no Brasil.

ALFREDO PEREIRA GOMES (1919- 2006)

Professor da Universidade do Porto foi em 1947 expulso e impedido de trabalhar, partiu para França onde permaneceu até 1953. Em 1953 partiu para o Brasil onde leccionou na Universidade de Recife. Em Pernambuco criou o Instituto de Física-Matemática, considerada “a melhor escola portuguesa de Matemática do mundo”.
Em 1960 parte para França onde trabalhou na Universidade de Nancy. Em 1972 volta a Portugal.

ANICETO MONTEIRO (1907-1980)

Licenciou-se em 1930 e doutorou-se em Paris em 1936. Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa da Matemática (com Bento de Jesus Caraça, Hugo Ribeiro, silva Paulo e Zaluar Nunes) tendo sido o seu secretário geral. Mas, por motivos políticos foi impedido de leccionar em Portugal. Foi recomendado por Albert Einstein e outros cientistas da época para leccionar na Universidade do Rio de Janeiro. Já na década de 60 partiu para a Argentina onde leccionou até ao seu regresso a Portugal após o 25 de Abril.

Com esta pequena lista (incompleta de certeza) recordamos o que foi o regime fascista expulsando, prendendo e torturando todos aqueles que se lhe opunham. E entre todos estes encontramos Matemáticos, Escritores, Artistas, Cientistas, etc…

Fonte: Blogue “A matemática anda por aí”
 
Leave a comment

Publicado por em 25/04/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Dia Internacional do Beijo

E no Dia Internacional do Beijo, sabias que:
- Durante o acto do beijo colocamos 29 músculos faciais em movimento
- Uma pessoa comum passa 20.160 minutos (14 dias) da sua vida a beijar
- O beijo mais longo durou 31 horas e foi realizado para um programa de televisão chamado “Ricki Lake” em 2002, na cidade de New Jersey
- Estudos indicam que 66% das pessoas mantêm os olhos fechados enquanto beijam
São apenas alguns factos matemáticos relacionados com o beijo ;-)

 
Leave a comment

Publicado por em 13/04/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Feliz Páscoa

Olá a todos!

O “Fascínio pela Matemática” deseja a todos os fascinados uma Páscoa muito feliz…

Aproveitem as interrupções lectivas para recarregar as energias, e assim regressarem no 3º período com muita vontade de trabalhar…

 
Leave a comment

Publicado por em 28/03/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Dia do Pi – 14 de Março

Olá a todos!!!

Hoje é dia 14 de Março e como tal o Pi está de festa…

O Dia do Pi é comemorado no dia 14 de Março (3/14 na notação norte-americana), por 3,14 ser a aproximação mais conhecida de π. O auge das comemorações acontece à 1:59 da tarde (porque 3,14159 = π arredondado até a 5ª casa decimal).

Se arredondarmos π para a sétima casa decimal, teremos 3,1415926, fazendo da 1:59:26 do dia 14 de Março o Segundo do Pi (existe uma discussão a respeito, para alguns o Segundo do Pi foi em 14 de março de 1592, às 6:53:58).

14 de março também é o dia do nascimento de Albert Einstein, o que agrega mais fãs das ciências exatas às comemorações…

Feliz Dia do Pi…

Deixo-vos com um pouco de humor neste dia… Aproveitem e inspirem-se para a Matemática…

Este slideshow necessita de JavaScript.

 
1 Comment

Publicado por em 14/03/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Humor – O amor tem destas coisas…

 
Leave a comment

Publicado por em 12/03/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Um pouco de humor – Nos dias que correm não deixa de ser verdade…

 
Leave a comment

Publicado por em 12/03/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

Dia da Mulher – 8 de Março – A Matemática e a mulher

Apenas porque hoje é Dia da Mulher, aqui fica um poema que descobri nos meus passeios pela Internet…

A MATEMÁTICA E A MULHER
De todas as ciências do nosso conhecimento,
É a matemática com certeza que alcança,
Com a mulher a mais perfeita semelhança.
Isto percebemos todo dia e a todo o momento!

Observem na matemática o seu elegante,
E sinuoso entrelaçar de valores e figuras,
Os belos e práticos algoritmos às mais puras,
Acepções de cada teorema sutil e atraente…

Cuja descoberta envolve tempo e paixão!
Tal qual na relação com a mulher amada…
Sempre nos trazendo surpresas ao coração!

Mas a semelhança dizem vozes abalizadas:
É que delas ninguém logra entender nada…
Tem regras, problemas e são complicadas!

Vr 14/5/2006
Pedro Paulo da Gama Bentes

 
1 Comment

Publicado por em 08/03/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags:

O que têm em comum andar de bicicleta e fazer contas?

Estudo publicado «Nature» indica que mobilidade perdida pode ser restaurada através do pensamento

Neurocientistas da Fundação Champalimaud e da Universidade de Berkeley (Califórnia, EUA) acabam de demonstrar que os circuitos cerebrais utilizados para aprender habilidades motoras, como andar de bicicleta ou guiar, podem ser utilizados para desenvolver tarefas puramente mentais, até mesmo as arbitrárias.

As experiências recentes demonstram um novo nível de flexibilidade no cérebro permitindo acreditar que o controlo de uma prótese (interface cérebro-máquina- IMC), pode passar a ser completamente normal porque essa aprendizagem está a usar os circuitos cerebrais existentes para o controlo motor natural.

As conclusões deste estudo, publicado hoje na revista Nature, indicam que podem vir a ser criadas próteses, controladas mentalmente, para restaurar a mobilidade a pessoas que sofram lesões medulares, acidentes vasculares cerebrais, com deficiência nos membros ou com doença de Lou Gehrig.

O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade de Berkeley, e do Programa de Neurociência da Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Actualmente, os investigadores que desenvolvem neuropróteses tipicamente tentam descodificar os circuitos cerebrais utilizados na circulação natural, a fim de imitar o padrão para o controlo de uma prótese. Este novo estudo sugere que é possível treinar uma parte do cérebro para fazer algo que normalmente não faz – um conceito chamado de plasticidade – ampliando assim a gama de próteses potenciais que podem ser controladas apenas pelo pensamento.

Embora a capacidade dos circuitos cerebrais específicos para incorporar diversas habilidades físicas tenha sido demonstrada antes, não ficou claro se essa plasticidade poderia ser alargada à aprendizagem de habilidades abstratas, como por exemplo jogar xadrez. Estudos anteriores falalharam em excluir o papel do movimento físico da aprendizagem para usar uma prótese.

“É como mudar as regras do jogo”, refere Rui Costa, da Fundação Champalimaud, prémio Seeds of Science 2010 na categoria Ciências da Vida. . “O cérebro pode aprender regras abstratas arbitrárias muito rapidamente e usar a plasticidade dos circuitos cerebrais para se adaptar a essas regras.”

“Isso é fundamental para pessoas que não podem se mover”, afirma Jose Carmena, que também é co-diretor do Berkeley-UC UCSF Center for Neural Engineeering and Prosthesis. “A maioria dos estudos interface cérebro-máquina têm sido feitos em sujeitos saudáveis, com capacidades motoras, por isso ficava sempre em aberto a questão de saber se os resultados poderiam ser transferidos para um paciente que ficou completamente paralisado”, diz.
Fonte: Ciência Hoje (2012-03-04)
 

Humor Estatístico – Para reflectir…

 

Tags:

Para reflectir…

O universo (…) não pode ser compreendido a menos que primeiro aprendamos  a linguagem no qual ele está escrito. Ele está escrito na linguagem matemática e os seus caracteres são o triângulo, o círculo e outras figuras geométricas, sem as quais é impossível compreender uma palavra que seja dele: sem estes, ficamos às escuras, num labirinto escuro.

(1626 - Galileu Galilei)

 
Leave a comment

Publicado por em 29/02/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags: ,

E porque hoje é dia 29 de fevereiro aqui ficam algumas curiosidades sobre a Matemática dos anos bissextos…

O ano atual (2012) é bissexto.

No nosso calendário, chamado Gregoriano, os anos comuns têm 365 dias e os anos bissextos têm um dia a mais, totalizando 366 dias. Esta informação praticamente todas as pessoas sabem, mas o conhecimento sobre o funcionamento dos anos bissextos ainda é recheado de dúvidas na cabeça de muita gente.

Muitas “regras populares” foram criadas para calcular anos bissextos, do tipo: 

“Todos os anos que sejam múltiplos de 4 mas que não sejam múltiplos de 100, ou seja, que não terminem em 00  são bissextos”.  

Mas será que isto está correcto? E o ano 2000, que foi bissexto e contrariou a regra acima?

Bom, neste caso é necessário adicionar um “detalhe” à regra, que ficaria assim:

“Todos os anos que sejam múltiplos de 4 mas que não sejam múltiplos de 100, com excepção daqueles que são múltiplos de 400, são bissextos”. 

Ah, agora sim! Mas por quê? Quem inventou esta regra? Qual foi o motivo? Com base em quê foi criada?

A origem do ano bissexto

Em 238 a.C., em Alexandria no Egipto, durante a monarquia helenística de Ptolomeu III (246-222 a.C.), foi decretada a adição de 1 dia a cada 4 anos para compensar a diferença que existia entre o ano do calendário, com duração de 365 dias e o ano solar (em astronomia chama-se de ano astronómico sazonal) com duração aproximada de 365,25 dias, ou seja, de 365 dias + 6 horas.

Com este excesso anual de 6 horas, que após 4 anos completa 24 horas, 1 dia extra deveria ser acrescentado ao calendário oficial, a cada 4 anos, para evitar os deslocamentos das datas que marcavam o início das estações. 

A programação das épocas de semeaduras e colheitas eram baseadas no calendário das estações. Qualquer discrepância neste calendário afetava a agricultura, que era base da economia dos povos antigos. Lamentavelmente, esta tentativa de reformulação do calendário não teve a aceitação necessária e as discrepâncias permaneceram na contagem dos dias.

Quase 200 anos depois, em 46 a.C. (que naquela época era chamado ano 708 da fundação de Roma), o imperador romano Júlio César (102-44 a.C.), retomando as idéias helenísticas, resolveu intervir no sistema de contagem do calendário, para corrigir mais de 3 meses de desvios acumulados até então, e criou o “Calendário Juliano” que evitaria novos erros. Para elaborar esta tarefa, trouxe de Alexandria o astrónomo grego Sosígenes (90-?? a.C.) para auxiliá-lo e, entre outras modificações, decretou que: 

- O ano de 46 a.C teria 445 dias de duração, para corrigir os desvios acumulados até então.

- Os anos teriam 365 dias e haveria 1 ano bissexto a cada 4 anos a partir de 45 a.C (que também seria bissexto)

- Seria deslocado o início do ano romano de 1 de Março para 1 de Janeiro, a partir de 45 a.C.

Em função destas modificações, o ano de 46 a.C. ficou conhecido como o “Ano da Confusão” e apesar dos esforços, os anos bissextos que se seguiram não foram aplicados corretamente até ao ano 8 d.C, quando então finalmente passaram a ser regularmente contabilizados de 4 em 4 anos em todos os calendários. E assim permaneceu por mais de 1500 anos. Assim: 

Para o calendário Juliano, o ano possuía: 365 + 1/4 = 365,25 dias

A origem do nome bissexto

Algumas pessoas pensam que o ano é bissexto porque tem dois números 6 na quantidade de dias (366), o que está errado.

No antigo calendário romano, os dias tinham nomes com base no ciclo lunar e um mês dividia-se em três seções separadas por três dias fixos: Calendas (lua nova), Nonas (quarto-crescente) e Idus (lua cheia). Os dias eram designados por números ordinais contados em ordem retrógrada em relação ao dia fixo subseqüente, algo como o costume que temos em dizer um horário de 14:45h com sendo “15 para as 3”.  

Assim o dia 3 de fevereiro, por exemplo chamava-se “antediem III Nonas Februarii”, ou seja “três dias antes da Nona de Fevereiro”. 

O dia 24 de fevereiro chamava-se “antediem VI Calendas Martii” ou “antediem sextum Calendas Martii”, ou seja “sexto dia antes da Calendas de Março”. 

Ao fazer a introdução de mais um dia no ano, Júlio César escolheu o mês de fevereiro, e dentro deste mês escolheu por “fazer um bis” ou “duplicar” o dia 24, chamando-o de “antediem bis-sextum Calendas Martii”. Daí surgiu o nome “ bissexto”, que passou a designar o ano que tivesse este dia suplementar. 

Júlio César escolheu o mês de fevereiro para adicionar um dia porque, além de ser o mês mais curto do ano, com 28 dias, era também o último mês do ano entre os romanos, que ainda por cima o consideravam como um mês nefasto. A escolha da duplicação do dia 24, ao invés de se introduzir o novo dia 29 (como fazemos hoje) deu-se por motivos supersticiosos.

Por que a reforma Juliana do calendário não resolveu o problema em definitivo?

Com o avanço dos instrumentos de medição, percebeu-se que, apesar da correção quadrienal, o ano Juliano não era preciso, uma vez que criava um excesso de 11 minutos e 14 segundos (ou seja 0,0078 dia) em relação ao ano solar. Essa diferença, com o passar do tempo, foi causando implicações no calendário das estações e nas datas de alguns ritos religiosos.

Como foi resolvida então a questão?

Em 1582, o Papa Gregório XIII (1502-1585) introduziu uma reforma no calendário Juliano e criou o “Calendário Gregoriano”. Este calendário foi elaborado, durante vários anos, por uma comissão composta pelo próprio Papa e vários sábios, entre eles o astrónomo e médico italiano Aloisius Lilius (1510-1576) e o jesuíta e matemático alemão Cristophorus Clavius (1537-1612). Essa comissão decidiu o seguinte: 

Inicialmente descontaram 10 dias do mês de outubro de 1582 para corrigir o erro que tinha sido acumulado até então (neste mês o calendário saltou do dia 4 para o dia 15) e para acertar o calendário e evitar os futuros erros, fizeram o seguinte:

Levando-se em conta que a discrepância de um ano Juliano era de 0,0078 dia a mais que o ano solar, ao final de 1 século o excesso atingia 0,78 dia, ou seja, aproximadamente 3/4 de dia. Ao final de cada 400 anos haveria, então, uma diferença de aproximadamente 3 dias.

Considerando-se que estes dias excedentes seriam introduzidos pelos futuros anos bissextos, a solução do problema seria então eliminar 3 anos bissextos em cada 400, ou seja, a partir de 1582 somente poderiam existir 97 anos bissextos em cada 400 anos. A engenhoca para resolver este problema ficou resolvida assim:

Como os anos bissextos acontecem a cada 4 anos, temos 100 anos bissextos em cada 400 anos. Para termos 97, bastaria “eliminarmos” 3 anos bissextos. Escolheu-se então retirar, a cada 400 anos, aqueles que são divisíveis por 100 e manter o único ano que é divisível por 400, ou seja, num período de 400 anos temos 4 anos divisíveis por 100 a serem retirados (os anos 100, 200, 300 e 400 deixariam de ser bissextos) e 1 ano divisível por 400 a ser re-incluído na lista (no caso próprio ano 400 voltaria a ser bissexto). A “fórmula” do ano ficaria assim: 

365 + 1/4 – 1/100 + 1/400 = 365 + 97/400 dias

E esta regra do ano bissexto permanece até os dias de hoje assim intitulada:

 “Será bissexto todo ano cujo número seja divisível por 4 e não divisível por 100, sendo também bissexto os anos divisíveis por 400”.

Assim: 

Para o Calendário Gregoriano o ano tem 365 + 97/400 = 365,2425 dias

E será que o problema da contagem do ano bissexto foi definitivamente resolvido?

Infelizmente não, pois como citei anteriormente, apesar do calendário Gregoriano ter sido criado para resolver o problema dos acréscimos causados pelo calendário Juliano, o valor aproximado usado nos cálculos para este acréscimo (3/4 dia a cada 100 anos ou 0,0075 dia por ano) é diferente do valor real do acréscimo (0,78 dia a cada 100 anos ou 0,0078 dia por ano). Isso dá uma diferença de 0,0003 dia por ano, ou seja, a cada 3300 anos teremos, aproximadamente, 1 dia extra que deveria ser retirado.

Assim um ano “moderno” passaria a ter 

365 + 1/4 – 1/100 + 1/400 – 1/3300 = 365, 2421969697 dias

Mas não podemos esquecer que, para retirar este dia após 3300 anos, deveríamos fazê-lo a partir do ano de 1582, o que provocaria uma tremenda novidade para o ano de 4882, pois este não será um ano bissexto (não é divisível por 4) e ainda deveria “perder” um dia, ficando com 364 dias! Será? Creio que não… 

Na verdade diversas pessoas já propuseram, entre elas o astrónomo britânico John F. W. Herschel (1792-1871), uma regra diferente para anos bissextos, ao invés do termo 1/3300 proposto acima, dever-se-ia calcular a fórmula do ano com o termo 1/4000 (por ser múltiplo de 4), assim o ano ficaria:

365 + 1/4 – 1/100 + 1/400 – 1/4000 = 365 + 969/4000 = 365, 24225 dias

Isso levaria o famoso “erro” de 1 dia extra para daqui a mais de 20 mil anos! Mas na verdade esta regra nunca foi aceite e hoje não existe oficialmente nenhuma regra para ano bissextos além daquela que conhecemos e que foi instituída pelo calendário Gregoriano em 1582.  

Por que não é possível termos um calendário perfeito?

A procura de um calendário perfeito não terminará nunca, apesar da precisão dos instrumentos de medida aumentarem constantemente, pois o máximo que poderemos calcular será sempre um valor médio, já que o período em que a Terra dá uma volta em torno do Sol não é constante. Na sua longa viagem pelo espaço em volta do Sol, o nosso planeta sofre pequenas alterações de velocidade, causadas pela influência das forças gravitacionais de outros corpos celestes. Essas pequenas variações, ao longo de muitos anos causarão sempre erros em relação aos nossos calendários “fixos”.  

Por: Marcelo Sávio (Mundo Vestibular)Bibliografia[1] Artigo “Ano Bissexto”, de Vincenzo Bongiovanni, publicado na Revista do Professor de Matemática (RPM) nº 20, 1992 – Editada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).  [2] Nota científica sobre “Anos Bissextos”, publicada no livro “Anuário de Astronomia” de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 1996 – Editora Bertrand Brasil. [3] Documento “Frequently Asked Questions about Calendars”, mantido por Claus Tøndering – Disponível na Internet em [http://www.tondering.dk/claus/calendar.html]. [4] Livro: “Fim de Milênio–Uma história dos calendários, profecias e catástrofes cósmicas”, por Betília Leite e Othon Winter – Ed. Jorge Zahar Editor, 1999. [5] Livro: “Calendário–A epopéia da humanidade para determinar um ano verdadeiro e exato”, por David Ewong Duncas – Ed. Ediouro, 1999. Por: Matemática Divertida – Malba Tahan

 
Leave a comment

Publicado por em 29/02/2012 in Matemática - geral-CIC

 

Tags: ,

Expressões Numéricas

Olá!!!

Para treinarem o cálculo mental e a resolução de expressões numéricas aqui fica um jogo interessante…

Cliquem na imagem e bom trabalho ;-)

 
Leave a comment

Publicado por em 29/02/2012 in 5º Ano-CIC, 6º Ano-CIC

 

Tags: ,

Quadriláteros

Olá 7º Ano!!

Como andam de cabeça à roda com os quadriláteros nas aulas, aqui fica um link interessante com os conteúdos leccionados nas aulas.

Clica na imagem…

 
Leave a comment

Publicado por em 28/02/2012 in 7º Ano-CIC

 

Tags:

Proporcionalidade – 6º Ano

Olá 6º Ano…

Aqui ficam uns endereços bastante interessantes para praticarem tudo aquilo que andamos a estudar nas aulas…

Bom trabalho e não se esqueçam que no final deste ano letivo têm Prova Final de Matemática… é preciso praticar muito ;-)

http://matematica6.no.sapo.pt/Proporcionalidade_directa/HotPotatoes-Proporcionalidade/Indice.htm

http://www.ajudaalunos.com/Quiz_mat/proporc_html/indice_propor_cao.htm

http://www.ajudaalunos.com/Quiz_mat/percent_html/indice_percent.htm

 
Leave a comment

Publicado por em 28/02/2012 in 6º Ano-CIC

 

Tags: , , ,

Banco de Itens – GAVE

O GAVE tem à vossa disponibilidade um conjunto de questões online para treinarem para as Provas Finais de Ciclo (6º e 9º Anos). Este Banco de Itens contém questões das Provas de Aferição e dos Exames Nacionais dos anos anteriores.

Não se esqueçam de que já não falta muito para as Provas Finais.

Clica na imagem seguinte e começa já a praticar ;-)

 
3 Comments

Publicado por em 27/02/2012 in 6º Ano-CIC, 9º Ano-CIC

 

Tags: ,

 
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 184 outros seguidores